terça-feira, 19 de novembro de 2013

Extrativismo

MINERAÇÃO

          O Paraná tem um grande potencial na área mineradora. Ainda que se tenha uma tradição que valoriza o ouro, o cobre e os minérios nobres, dá-se importância também a grandes reservas de minerais como argila, granitos, areia, mármores e calcário, que são essenciais para o desenvolvimentos da economia nesse setor.
O Paraná tem cerca de 12% da produção nacional de refino de petróleo, e conta com duas indústrias de produção de cimento, uma em Balsa Nova, e outra em Rio Branco do Sul, que é responsável por 79% da produção. Além disso, o Estado tem destaque nacional na produção de cerâmica, louças e porcelanas, e no segmento de pisos e revestimentos representa cerca de 4% da produção nacional, e 12% da região Sul. O Estado tem ainda cerca de 64 empresas relacionadas à produção de cal, correspondendo a 28% da produção nacional.
A participação da indústria mineral é ainda maior se levarmos em conta a siderurgia, parte da metalurgia, a indústria de vidro, e de água subterrânea, que também contribuem de forma significativa na economia do Paraná.

          O Paraná embora sem forte tradição no ramo das rochas ornamentais, está entre
os 10 primeiros no ranking nacional (cf. Perfil Analítico das Rochas Ornamentais Brasileiras
DNPM 1998). Projetos de grande porte deflagrados em 1997: Projeto de Expansão da
Granitos de Exportação Nordeste - Granex e em 1998: Fábrica de Beneficiamento de
Granitos Gramarcon S/A, em Rondônia, possivelmente o farão distanciar-se da atual
colocação. 
          Em uma década o universo de empresas vinculadas ao setor de mármores e granitos
no Estado do Paraná, saltou de 75 para 329. Em 1995, o número divulgado pelo Simagran -
Sind. de Mármores e Granitos era de 180 empresas, assim distribuídas: 98 micromarmorarias, 16 pequenas marmorarias, 6 de médio porte, 6 serrarias e 5 mineradoras.
Oficialmente, junto ao DNPM, estão registradas empresas que detêm concessões de lavra,
perfazendo um total de 26 áreas oficialmente regularizadas; as demais estão distribuídas
entre requerimentos de pesquisa, alvarás de pesquisa, requerimentos de licenciamento e
licenciamentos já concedidos. Reduziram-se a cinco as companhias que hoje efetivamente
lavram. Apresenta-se na Tabela 4 (em anexo), a relação das empresas detentoras de
concessão de lavra no Estado do Paraná e dos principais maciços produtores de mármores e
granitos.
          São poucas as empresas que se ocupam da linha completa do processo de
produção. A maior parte das marmorarias é abastecida por depósitos / revendas (eg.
Gramarcal), principalmente de material importado (mármores da Itália e Espanha e granitos
do Espírito Santo) com preços competitivos, valorizados por um eficiente trabalho de
marketing. Os granitos paranaenses perdem em economicidade para similares do Espírito
Santo, por serem mais “duros” (quartzosos), implicando em maior desgaste de serras e
abrasivos. Neste panorama destaca-se o natural crescimento dos empreendimentos de
revenda de chapas polidas, que favorece a atividade informal de “fundo de quintal” ,
estimulada sobretudo pelo alto índice de dispensa de mão-de-obra e pela popularização do
uso dos materiais pétreos. Da chapa polida à instalação na obra civil, passando pelo recorte
e acabamento, eleva-se em 2,5 vezes o valor do produto (CHODUR, informação verbal).
          Através de informações contidas no cadastro disponível na Mineropar, elaborado a
partir do Informativo Anual da Produção Mineral – IAPSM, são poucos os municípios que
aparecem como produtores de rochas ornamentais nos segundos e terceiros planaltos paranaenses,
respectivamente: Ponta Grossa, Paula Freitas, Jacarezinho, Tomazima e Telêmaco Borba,
Londrina, Ribeirão Claro, Guaíra, Paranavaí, Mariópolis e Pérola do Oeste. Observa-se que
as declarações não seguem ordem anual, e quando feitas, raramente ultrapassam 10 m3
ano. Verificou-se ainda que, para o caso, todos os produtores declarantes estão sob regime
de licenciamento, tendo a brita como produto principal.

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