MINERAÇÃO
O Paraná tem um grande potencial na área mineradora. Ainda que se tenha uma tradição que valoriza o ouro, o cobre e os minérios nobres, dá-se importância também a grandes reservas de minerais como argila, granitos, areia, mármores e calcário, que são essenciais para o desenvolvimentos da economia nesse setor.
O Paraná tem cerca de 12% da produção nacional de refino de petróleo, e conta com duas indústrias de produção de cimento, uma em Balsa Nova, e outra em Rio Branco do Sul, que é responsável por 79% da produção. Além disso, o Estado tem destaque nacional na produção de cerâmica, louças e porcelanas, e no segmento de pisos e revestimentos representa cerca de 4% da produção nacional, e 12% da região Sul. O Estado tem ainda cerca de 64 empresas relacionadas à produção de cal, correspondendo a 28% da produção nacional.
A participação da indústria mineral é ainda maior se levarmos em conta a siderurgia, parte da metalurgia, a indústria de vidro, e de água subterrânea, que também contribuem de forma significativa na economia do Paraná.
O
Paraná embora sem forte tradição no ramo das rochas ornamentais,
está entre
os
10 primeiros no ranking nacional (cf. Perfil Analítico das Rochas
Ornamentais Brasileiras
DNPM
1998). Projetos de grande porte deflagrados em 1997: Projeto de
Expansão da
Granitos
de Exportação Nordeste - Granex e em 1998: Fábrica de
Beneficiamento de
Granitos
Gramarcon S/A, em Rondônia, possivelmente o farão distanciar-se da
atual
colocação.
Em
uma década o universo de empresas vinculadas ao setor de mármores e
granitos
no
Estado do Paraná, saltou de 75 para 329. Em 1995, o número
divulgado pelo Simagran -
Sind.
de Mármores e Granitos era de 180 empresas, assim distribuídas: 98
micromarmorarias,
16 pequenas marmorarias, 6 de médio porte, 6 serrarias e 5
mineradoras.
Oficialmente,
junto ao DNPM, estão registradas empresas que detêm concessões de
lavra,
perfazendo
um total de 26 áreas oficialmente regularizadas; as demais estão
distribuídas
entre
requerimentos de pesquisa, alvarás de pesquisa, requerimentos de
licenciamento e
licenciamentos
já concedidos. Reduziram-se a cinco as companhias que hoje
efetivamente
lavram.
Apresenta-se na Tabela 4 (em anexo), a relação das empresas
detentoras de
concessão
de lavra no Estado do Paraná e dos principais maciços produtores de
mármores e
granitos.
São
poucas as empresas que se ocupam da linha completa do processo de
produção.
A maior parte das marmorarias é abastecida por depósitos / revendas
(eg.
Gramarcal),
principalmente de material importado (mármores da Itália e Espanha
e granitos
do
Espírito Santo) com preços competitivos, valorizados por um
eficiente trabalho de
marketing.
Os granitos paranaenses perdem em economicidade para similares do
Espírito
Santo,
por serem mais “duros” (quartzosos), implicando em maior desgaste
de serras e
abrasivos.
Neste panorama destaca-se o natural crescimento dos empreendimentos
de
revenda
de chapas polidas, que favorece a atividade informal de “fundo de
quintal” ,
estimulada
sobretudo pelo alto índice de dispensa de mão-de-obra e pela
popularização do
uso
dos materiais pétreos. Da chapa polida à instalação na obra
civil, passando pelo recorte
e
acabamento, eleva-se em 2,5 vezes o valor do produto (CHODUR,
informação verbal).
Através
de informações contidas no cadastro disponível na Mineropar,
elaborado a
partir
do Informativo Anual da Produção Mineral – IAPSM, são poucos os
municípios que
aparecem
como produtores de rochas ornamentais nos segundos e terceiros
planaltos paranaenses,
respectivamente:
Ponta Grossa, Paula Freitas, Jacarezinho, Tomazima e Telêmaco Borba,
Londrina,
Ribeirão Claro, Guaíra, Paranavaí, Mariópolis e Pérola do Oeste.
Observa-se que
as
declarações não seguem ordem anual, e quando feitas, raramente
ultrapassam 10 m3
ano.
Verificou-se ainda que, para o caso, todos os produtores declarantes
estão sob regime
de
licenciamento, tendo a brita como produto principal.


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