A economia paranaense teve seu início quando uma grande área aurífera foi descoberta na região do Estado. Durante anos, essa foi a base de uma economia que só foi se modificar com a descoberta das Minas Gerais, o que fez com que o ouro do Paraná perdesse sua importância. Com isso, as famílias possuidoras de terras passaram a dedicar-se à criação de gado.
Mais de um século depois, a erva-mate proporcionou uma nova fonte de renda para os detentores do poder. Porém, foi nos fins do século XIX que o setor econômico do estado teve sua grande expansão, decorrente do rápido desenvolvimento da cultura de café. A partir do século XX, foram criadas muitas empresas agrícolas e houve um grande investimento de capital estrangeiro no Estado, fazendo com que o processo de concentração de renda e da propriedade de terras acelerasse.
Atualmente, a economia do Paraná ocupa o quinto lugar em desenvolvimento no país, ficando atrás dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, além de participar com cerca de 6% do PIB nacional e basear-se principalmente na agricultura e na indústria. Embora ainda tenha uma economia eminentemente agrícola, o estado continua atraindo investimentos externos que alavancam cada vez mais o setor industrial, principalmente no polo automotivo.
Outras fontes que também são geradoras de renda no estado são os setores de transporte, as hidrelétricas, o turismo, a área mineradora, e a extração da madeira, que contribui de forma significativa na economia paranaense.
O setor de serviços exerce grande influência na economia do Paraná. Ele é reponsável por 62,7% do PIB do Estado. Logo depois, aparecem o setor industrial, com 29,1%, e o setor de agropecuária, responsável por 8,2%. Embora tenha menor importância, quando relacionada com outros ramos de atividade, a agropecuária paranaense é representativa em termos econômicos, atingindo participação superior a registrada pelo setor primário em nível nacional.
Comparando-se aos municípios do estado, a região metropolitana de Curitiba ganha destaque. Curitiba, Araucária e São José dos Pinhais respondem por, respectivamente, 23,5%, 6,2% e 5,1% do PIB estadual, seguidas por Londrina, Foz do Iguaçu, Maringá, Ponta Grossa, Paranaguá, Cascavel e Guarapuava. Juntos, todos os outros municípios do estado somam um PIB de 42,5%.
As exportações paranaenses também apresentam-se em expansão. As maiores vendas externas são de soja, material de transportes e carne, entretanto, os principais produtos estrangeiros adquiridos pelo Estado também são os materiais de transporte, os produtos químicos e derivados de petróleo. Argentina e China, com cerca de 10% das exportações cada, e Alemanha, com 8,5%, são os países que mais adquirem produtos paranaenses. Já os países que mais exportam para o Paraná são a Nigéria, com 19,7% de participação, a China, com 9,7%, e a Argentina, com 9,5%.
Os principais indicadores econômicos e sociais do Estado mostram um grau de urbanização de 81,4%, uma taxa de crescimento populacional de 1,4% ao ano, PIB per capita de 10.724, e balança comercial de 77.127 milhões de dólares em 2009. A população economicamente ativa do Paraná (PEA) é de 5,8 milhões, e o índice de desenvolvimento humano apresenta uma evolução positiva, com 0,711, ocupando a 6° posição nacional.
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