quinta-feira, 21 de novembro de 2013

FÍSICA: Efeito Joule em condutor iônico

Efeito Joule

 Quando um condutor (Chamamos de condutores os corpos onde as partículas portadoras de carga elétrica conseguem se mover sem dificuldade, os corpos onde isso não acontece chamamos de isolantes) é aquecido ao ser percorrido por uma corrente elétrica, ocorre a transformação de energia elétrica em energia térmica. Este fenômeno é conhecido como Efeito Joule, em homenagem ao Físico Britânico James Prescott Joule(1818-1889).

Esse fenômeno ocorre devido o encontro dos elétrons da corrente elétrica com as partículas do condutor. Os elétrons sofrem colisões com átomos do condutor, parte da energia cinética (energia de movimento) do elétron é transferida para o átomo aumentando seu estado de agitação, conseqüentemente sua temperatura. Assim, a energia elétrica é transformada em energia térmica (calor).

A descoberta da relação entre eletricidade e calor trouxe ao homem vários benefícios. Muitos aparelhos que utilizamos no nosso dia-a-dia têm seus funcionamentos baseados no Efeito Joule, alguns exemplos são:
-chuveiro, onde um resistor aquece por Efeito Joule a água que o envolve.
-secador de cabelo
-torradeira
-torneira elétrica
-chapinha
-lâmpada, quando um filamento de tungstênio no interior da lâmpada é aquecido com a passagem da corrente elétrica tornando-se incandescente, emitindo luz.
-ferro elétrico
-fritador de salsichas (vina)
-etc.
Baseado nas informações a cima , vejamos o seguinte experimento:

EFEITO JOULE EM CONDUTOR IÔNICO

Será necessário:
Dois parafusos de latão de 1/8" por 2 ou 3 cm de comprimento;
4 porcas de 1/8";
4 arruelas de fibra ou borracha para passar justo os parafusos;
1/2 garrafa PET de 2 litros transparente (corte sem deixar rebarbas);
um soquete para lâmpada incandescente;
lâmpada incandescente 110Vx60W (220Vx60W) e o cordão de força (plugue com fio paralelo #16).
Extra: Base de madeira ou um piso cerâmico de (15 x 30) cm, com pés de borracha.

Montagem:
Faça dois furos a uns 3 cm da base da 1/2 garrafa de modo a passar bem justo os parafusos; ponha as arruelas por dentro e por fora, em cada parafuso e as porcas.

Antes de apertar definitivamente as porcas, passe as pontas dos fios 16 do cordão de força!
Corte um dos fios do cordão de força para interligar o soquete da lâmpada em série.
O soquete da lâmpada e a 1/2 garrafa podem ser aparafusados numa base de madeira ou num piso cerâmico dotado de pés de borracha (colados).
Ao aparafusar a 1/2 garrafa, coloque arruelas de fibra ou borracha para prevenir vazamentos.



PS: NÃO ESQUEÇA DE COLOCAR O SAL NA ÁGUA PARA POSSIBILITAR A IONIZAÇÃO

Execução da experiência, ligada à fonte de energia (110V), e sal adicionado fracionadamente.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Litoral Paranaense

          A região litorânea do estado do Paraná localiza-se entre a Serra do Mar e o Oceano Atlântico e entre os litorais de São Paulo (ao norte) e Santa Catarina (ao sul). A região tem aproximadamente 6.600 km² e abrange as bacias hidrográficas de Paranaguá e Guaratuba.
         A região litorânea do Estado do Paraná abrange os municípios de Guaraqueçaba,
Antonina, Morretes, Paranaguá, Pontal do Paraná, Matinhos e Guaratuba e parte
dos municípios de Quatro Barras, Piraquara, São José dos Pinhais e Tijucas do Sul.
As principais cidades da região são Paranaguá, Morretes, Antonina, Matinhos e
Guaratuba. Na orla litorânea sul existe ocupação praticamente continua entre
Pontal do Sul e a Barra do Saí. 


Fisiografia

No trabalho de Geografia Física do Estado do Paraná, Maack (1968)
considerou o litoral como uma das cinco grandes zonas de paisagem natural, ou
regiões geográficas naturais, do Estado e o subdividiu em duas subzonas: a das
planícies litorâneas e a montanhosa litorânea. Essas mesmas sub-zonas
tinham sido denominadas de orla marinha e orla da serra por Loureiro Fernandes
(1947).
Quando se consideram as bacias hidrográficas das baías de Paranaguá e Guaratuba,
a região litorânea inclui partes da Serra do Mar e do Primeiro Planalto Paranaense.

Geologia

Com relação às bacias mesozóico-cenozóicas da margem continental brasileira, o
litoral do Paraná se localiza na borda da bacia de Santos. Segundo Fuck et al.
(1969), os principais alinhamentos no embasamento são predominantemente de
direção NE-SW. Na região de Paranaguá-Guaratuba, atingem orientação N 20º-
30º E até N-S. Ao norte de Baía de Paranaguá, os alinhamentos mudam de direção
para N 50º-60º E e, próximos à costa, fixam-se em N 30º-40º E. Dentre as estruturas
regionais, destaca-se o Arco de Ponta Grossa, reconhecido por Sanford & Lange
(1960, apud Almeida, 1976). O Arco de Ponta Grossa é uma estrutura alongada,
cujo eixo tem orientação NW. Ferreira (1982) definiu quatro grandes alinhamentos
tectônicos que delimitam compartimentos do Arco de Ponta Grossa e refletem,
ou limitam, área com grande densidade de diques e soleiras de diabásio. Os alinhamentos
São Jerônimo-Curiúva e Rio Alonzo, de orientação NW, passam pelo
litoral norte e sul do Paraná respectivamente.
O tectonismo cenozóico, segundo Asmus & Ferrari (1978), resultou essencialmente
em falhamentos normais com até 3000 m de rejeitos verticais, ao longo de
linhas de fraqueza pré-cambrianas, dando lugar ao deslizamento gravitacional de
blocos, os quais atualmente se expressam por escarpas de linha de falha, tais
como a Serra do Mar (Almeida 1976, Asmus & Ferrari 1978). Com relação à
neotectônica, Riccomini et al. (1989) se referem ao “sistema de rift da Serra do
Mar”, falhamentos de provável idade Pleistoceno Superior - Holoceno, possivelmente
ativas até o presente.
No litoral do Estado do Paraná, ocorrem dois domínios geológicos principais: o
das rochas do embasamento, ou escudo, e o da cobertura sedimentar cenozóica.
Tanto as rochas como os sedimentos estão associados às grandes unidades
geomórficas da região.

Baía de Paranaguá

          O complexo estuarino de Paranaguá possui dois
eixos principais: um de orientação leste-oeste, formado
pelas baías de Antonina e de Paranaguá, com
comprimento de aproximadamente 45 km e largura
máxima em torno de 7 km, e outro eixo de
orientação norte-sul, constituído pela Baía das Laranjeiras,
com comprimento aproximado de 30 km
e largura máxima em torno de 13 km. A bacia
hidrográfica deste complexo estuarino tem aproximadamente
3.882 km². As cartas
batimétricas indicam que a baía possui, em geral,
profundidades inferiores a 10 m, ocorrendo extensos
baixios e uma orla quase contínua de
manguezais. Somente nos dois canais principais
da baía, as profundidade ultrapassam 10 m, atingindo
em alguns locais 20 m (figura ao lado). Os canais
evidenciam duas vias preferenciais de circulação,
separadas por um alto batimétrico denominado
Baixio do Perigo, que pode ser considerado como
o limite entre os sistemas das baías de Paranaguá
e Laranjeiras.
            O complexo estuarino se comunica com o mar por duas desembocaduras localizadas entre Pontal do Sul e Ilha do Mel – desembocadura Sul e entre as ilhas do Mel e das Peças – desembocadura Norte (figura ao lado). A desembocadura Norte, na sua parte mais estreita, tem uma largura em torno de 1.600 m, apresentando um canal com profundidade superior a 20 m. Em direção ao mar o canal bifurca-se, passando ao norte e ao sul da Ilha das Palmas. A desembocadura Sul tem na sua parte mais estreita uma largura aproximada de 2.800 m. Associados às duas desembocaduras ocorrem extensos deltas de maré vazante (Angulo 1999) (figura a baixo).

Ilha do Mel

            Na Ilha do Mel, durante a segunda metade do século XX, registraram-se variações
de mais de uma centena de metros na posição da linha de costa. No istmo de
Nova Brasília, há menção à ocorrência de processos erosivos nesta área já na
década de 1950, quando a largura do istmo encontrava-se em torno de 150 m.
Em 1980, não somente a erosão havia parado como ocorrera deposição de areia,
representando o alargamento do istmo em algumas dezenas de metros. No final
da década de 1980, o processo erosivo foi retomado, com intensificação a partir
de 1992. Ele levou ao estrangulamento progressivo do istmo até a
largura de menos de 5 m e à destruição das construções próximas à linha de costa
(Paranhos Filho et al. 1994). Em março de 1995, já existia um trecho de 36 m de
extensão sem qualquer remanescente dos terraços de cordões holocênicos. Em
maio de 2001 a extensão deste trecho era de aproximadamente 260 m. Desde
1995, existe comunicação entre as águas da baía e as do mar. A intensificação do
processo erosivo no istmo de Nova Brasília durante a década de 1990 foi simultânea
à formação de um esporão arenoso ancorado na Ponta do Farol da Conchas,
na extremidade sul da praia, com duas componentes de crescimento:
uma longitudinal e outra transversal. Na direção longitudinal, a terminação do
esporão, com um pequeno embaiamento à retaguarda, avança gradualmente em
direção à parte sul do istmo, à velocidade de crescimento média estimada foi de
cerca de 100 m/ano.

Marés

          Informações sobre marés têm sido obtidas em vários pontos da região, com 6
estações localizadas no interior da Baía de Paranaguá e sua desembocadura e na
boca da Baía de Guaratuba com dados que se remontam a várias décadas, mesmo
que descontínuos. O litoral do Paraná apresenta uma amplitude das marés de sizígia
inferior a 2 m, o que caracteriza um regime de micromarés. Segundo a fórmula
proposta por Defant (1958, apud Komar 1976), a análise de um ano de maregrama
do Porto de Paranaguá forneceu um valor de 0,24, que caracteriza a maré como
semidiurna (0 a 0,25), porém com um valor próximo do limite com as marés
mistas predominantemente semidiurnas. Isto significa que ocorre uma maré secundária
com período menor.
          No ano de 1982 a Portobras (1983) realizou medições das marés em três locais da
costa paranaense: Porto de Paranaguá e Ilha das Cobras, localizados no interior da
Baía de Paranaguá, e Pontal do Sul, situada na desembocadura sul da baía. As
amplitudes foram maiores no porto (178 cm) e menores em Pontal do Sul (145 cm),
mostrando o efeito de amplificação do estuário. As diferenças de altitudes entre
os níveis máximos e mínimos observadas no período (agosto a dezembro de 1982)
também foram maiores no interior da baía, sendo de 3,1 m no Porto e 2,8 m em
Pontal do Sul.
          Angulo (1992b) comparou as marés previstas e medidas no Porto de Paranaguá no
período de 11 a 23 de outubro de 1982, observando que os máximos medidos do
nível das marés foram até 40 cm mais altos que os previstos, e os mínimos até
20 cm mais baixos, caracterizando a existência de marés meteorológicas. Comparando
as diferenças entre as marés previstas e medidas com as condições
meteorológicas de precipitação, temperatura e pressão, verifica-se que a ocorrência
de níveis mais altos que os previstos coincide com bruscas quedas de
temperatura - observáveis principalmente nas mínimas diárias - e fortes aumentos
da pressão, o que pode ser atribuído à passagem de frentes frias que ainda
alcançam o Paraná nessa época do ano. Já os níveis inferiores aos previstos ocorreram
num período de baixa pressão, alta temperatura e chuvas.
Durante a campanha de medições da Portobras (1983), realizada entre 6 de agosto
e 31 de dezembro de 1982, em duas situações em que ocorreram frentes frias o
nível do mar foi aumentado em 60 cm, o que pode ser atribuído aos ventos do
quadrante sudeste que acompanham essas frentes.
            Marone & Camargo (1994) analisaram a maré meteorológica ocorrida em 18 de
agosto de 1993 e constataram um nível da maré de cerca de 80 cm superior ao
nível de maré previsto e estimaram um volume de água represado na Baía de
Paranaguá, que possui uma área liquida de 612km², de 4,8 x 108 m³.

Serra do mar

           No Paraná, a Serra do Mar apresenta características distintas das de outros estados
brasileiros, pois não constitui apenas uma serra de borda de planalto ou de
escarpa, mas também possui setores originados principalmente por erosão diferencial.
Nas áreas onde as rochas são mais resistentes ao intemperismo (granitos e
rochas efusivas e sedimentares da Formação Guaratubinha), as serras sobressaem
entre 400 e 900 m acima do nível do planalto, alcançando altitudes entre 1300 e
1800 m. Alguns desses núcleos situam-se no interior do planalto, porém, mais
freqüentemente, localizam-se na sua borda. Neste caso, configuram-se duas vertentes
distintas, uma de menor extensão voltada para o Planalto, e outra maior,
com mais de 1000 m de desnível, voltada para o litoral. Outros núcleos de altas
serras não possuem mais contato com o planalto. Em alguns setores onde as altas
serras não ocorrem, a Serra do Mar se constitui apenas de uma serra de borda
dissecada de planalto.
           Existe na Serra do Mar uma nítida orientação de cristas e vales em três direções
predominantes, NE-NNE, NNW e NW, que se correspondem com os principais
lineamentos do substrato geológico. As orientações NE-NNE e NNW estão associadas
a velhas linhas estruturais pré-cambrianas, provavelmente reativadas ao
longo da história geológica da região. Esses lineamentos condicionam as principais
formas do relevo, tais como serras e vales maiores. A orientação NW coincide
com a orientação das intrusivas mesozóicas, que se apresentam na forma de um
enxame de diques paralelos. A maior concentração de diques ocorre na parte
central da região, aproximadamente na área da Baía de Paranaguá, e coincide
com o eixo do Arco de Ponta Grossa. Essa direção é mais evidente nas cristas e
vales menores.
           A Serra do Mar alcança o mar, no extremo meridional da Serra da Prata, que
constitui o divisor de águas entre as bacias de Paranaguá e Guaratuba.






Extrativismo

MINERAÇÃO

          O Paraná tem um grande potencial na área mineradora. Ainda que se tenha uma tradição que valoriza o ouro, o cobre e os minérios nobres, dá-se importância também a grandes reservas de minerais como argila, granitos, areia, mármores e calcário, que são essenciais para o desenvolvimentos da economia nesse setor.
O Paraná tem cerca de 12% da produção nacional de refino de petróleo, e conta com duas indústrias de produção de cimento, uma em Balsa Nova, e outra em Rio Branco do Sul, que é responsável por 79% da produção. Além disso, o Estado tem destaque nacional na produção de cerâmica, louças e porcelanas, e no segmento de pisos e revestimentos representa cerca de 4% da produção nacional, e 12% da região Sul. O Estado tem ainda cerca de 64 empresas relacionadas à produção de cal, correspondendo a 28% da produção nacional.
A participação da indústria mineral é ainda maior se levarmos em conta a siderurgia, parte da metalurgia, a indústria de vidro, e de água subterrânea, que também contribuem de forma significativa na economia do Paraná.

          O Paraná embora sem forte tradição no ramo das rochas ornamentais, está entre
os 10 primeiros no ranking nacional (cf. Perfil Analítico das Rochas Ornamentais Brasileiras
DNPM 1998). Projetos de grande porte deflagrados em 1997: Projeto de Expansão da
Granitos de Exportação Nordeste - Granex e em 1998: Fábrica de Beneficiamento de
Granitos Gramarcon S/A, em Rondônia, possivelmente o farão distanciar-se da atual
colocação. 
          Em uma década o universo de empresas vinculadas ao setor de mármores e granitos
no Estado do Paraná, saltou de 75 para 329. Em 1995, o número divulgado pelo Simagran -
Sind. de Mármores e Granitos era de 180 empresas, assim distribuídas: 98 micromarmorarias, 16 pequenas marmorarias, 6 de médio porte, 6 serrarias e 5 mineradoras.
Oficialmente, junto ao DNPM, estão registradas empresas que detêm concessões de lavra,
perfazendo um total de 26 áreas oficialmente regularizadas; as demais estão distribuídas
entre requerimentos de pesquisa, alvarás de pesquisa, requerimentos de licenciamento e
licenciamentos já concedidos. Reduziram-se a cinco as companhias que hoje efetivamente
lavram. Apresenta-se na Tabela 4 (em anexo), a relação das empresas detentoras de
concessão de lavra no Estado do Paraná e dos principais maciços produtores de mármores e
granitos.
          São poucas as empresas que se ocupam da linha completa do processo de
produção. A maior parte das marmorarias é abastecida por depósitos / revendas (eg.
Gramarcal), principalmente de material importado (mármores da Itália e Espanha e granitos
do Espírito Santo) com preços competitivos, valorizados por um eficiente trabalho de
marketing. Os granitos paranaenses perdem em economicidade para similares do Espírito
Santo, por serem mais “duros” (quartzosos), implicando em maior desgaste de serras e
abrasivos. Neste panorama destaca-se o natural crescimento dos empreendimentos de
revenda de chapas polidas, que favorece a atividade informal de “fundo de quintal” ,
estimulada sobretudo pelo alto índice de dispensa de mão-de-obra e pela popularização do
uso dos materiais pétreos. Da chapa polida à instalação na obra civil, passando pelo recorte
e acabamento, eleva-se em 2,5 vezes o valor do produto (CHODUR, informação verbal).
          Através de informações contidas no cadastro disponível na Mineropar, elaborado a
partir do Informativo Anual da Produção Mineral – IAPSM, são poucos os municípios que
aparecem como produtores de rochas ornamentais nos segundos e terceiros planaltos paranaenses,
respectivamente: Ponta Grossa, Paula Freitas, Jacarezinho, Tomazima e Telêmaco Borba,
Londrina, Ribeirão Claro, Guaíra, Paranavaí, Mariópolis e Pérola do Oeste. Observa-se que
as declarações não seguem ordem anual, e quando feitas, raramente ultrapassam 10 m3
ano. Verificou-se ainda que, para o caso, todos os produtores declarantes estão sob regime
de licenciamento, tendo a brita como produto principal.

Economia

          A economia paranaense teve seu início quando uma grande área aurífera foi descoberta na região do Estado. Durante anos, essa foi a base de uma economia que só foi se modificar com a descoberta das Minas Gerais, o que fez com que o ouro do Paraná perdesse sua importância. Com isso, as famílias possuidoras de terras passaram a dedicar-se à criação de gado.
          Mais de um século depois, a erva-mate proporcionou uma nova fonte de renda para os detentores do poder. Porém, foi nos fins do século XIX que o setor econômico do estado teve sua grande expansão, decorrente do rápido desenvolvimento da cultura de café. A partir do século XX, foram criadas muitas empresas agrícolas e houve um grande investimento de capital estrangeiro no Estado, fazendo com que o processo de concentração de renda e da propriedade de terras acelerasse.
         Atualmente, a economia do Paraná ocupa o quinto lugar em desenvolvimento no país, ficando atrás dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, além de participar com cerca de 6% do PIB nacional e basear-se principalmente na agricultura e na indústria. Embora ainda tenha uma economia eminentemente agrícola, o estado continua atraindo investimentos externos que alavancam cada vez mais o setor industrial, principalmente no polo automotivo.
         Outras fontes que também são geradoras de renda no estado são os setores de transporte, as hidrelétricas, o turismo, a área mineradora, e a extração da madeira, que contribui de forma significativa na economia paranaense.
         O setor de serviços exerce grande influência na economia do Paraná. Ele é reponsável por 62,7% do PIB do Estado. Logo depois, aparecem o setor industrial, com 29,1%, e o setor de agropecuária, responsável por 8,2%. Embora tenha menor importância, quando relacionada com outros ramos de atividade, a agropecuária paranaense é representativa em termos econômicos, atingindo participação superior a registrada pelo setor primário em nível nacional.
          Comparando-se aos municípios do estado, a região metropolitana de Curitiba ganha destaque. Curitiba, Araucária e São José dos Pinhais respondem por, respectivamente, 23,5%, 6,2% e 5,1% do PIB estadual, seguidas por Londrina, Foz do Iguaçu, Maringá, Ponta Grossa, Paranaguá, Cascavel e Guarapuava. Juntos, todos os outros municípios do estado somam um PIB de 42,5%.
          As exportações paranaenses também apresentam-se em expansão. As maiores vendas externas são de soja, material de transportes e carne, entretanto, os principais produtos estrangeiros adquiridos pelo Estado também são os materiais de transporte, os produtos químicos e derivados de petróleo. Argentina e China, com cerca de 10% das exportações cada, e Alemanha, com 8,5%, são os países que mais adquirem produtos paranaenses. Já os países que mais exportam para o Paraná são a Nigéria, com 19,7% de participação, a China, com 9,7%, e a Argentina, com 9,5%.
          Os principais indicadores econômicos e sociais do Estado mostram um grau de urbanização de 81,4%, uma taxa de crescimento populacional de 1,4% ao ano, PIB per capita de 10.724, e balança comercial de 77.127 milhões de dólares em 2009. A população economicamente ativa do Paraná (PEA) é de 5,8 milhões, e o índice de desenvolvimento humano apresenta uma evolução positiva, com 0,711, ocupando a 6° posição nacional.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Indústria

         A partir da segunda metade do século XX, houve um crescimento significativo na indústria paranaense. Isso se deu graças a um grande investimento no setor secundário. Foi implantada na capital, Curitiba, a Cidade Industrial, com indústrias de frigorífico, tecidos e montagem de máquinas, e nas cidades do interior, como Ponta Grossa, Londrina e Maringá, foram fixadas indústrias que transformam produtos primários como trigo, milho, soja, suínos e madeira. 
          O Paraná abriga indústrias de papel (que representam 3,4% da produção brasileira), como a Klabin, em Telêmaco Borba, e a Inpacel, em Arapoti, ocupa lugar de destaque na indústria madeireira, que tem grande desenvolvimento e industrializa madeiras da Amazônia, e desempenha importante papel na indústria alimentícia, que é localizada nas principais regiões produtoras do Estado, como Cascavel, Maringá e Londrina.
          Entretando, o setor que mais avança é o polo automotivo, com muitas montadoras instaladas no estado. Muito diversificada, a industrialização paranaense é voltada para a exportação de máquinas, equipamentos e caminhões, que detém 9,6% da produção nacional.

Pecuária

          Caminhando junto com a agricultura, a pecuária paranaense apresenta excelentes resultados na economia. O setor responde por cerca de 40% do valor bruto da produção no Estado do Paraná.
O Estado tem o terceiro lugar nacional na suinocultura, com 16% da participação nacional, assim como na produção de leite, que se concentra principalmente no Oeste, Sudoeste e Centro-Sul, e que tem os melhores rebanhos de de gado leiteiro do Brasil, com animais que produzem mais de 50 litros de leite por dia. O Paraná ainda ocupa a sexta posição na produção de bovinos no Brasil, com 4,2% do que é produzido no Brasil.
          Contudo, com a implantação de frigoríficos pelas cooperativas e pela iniciativa privada, a avicultura vem crescendo muito nos últimos anos (com 25,3% do total de abates no país). Ocupa o primeiro lugar no segmento, que se localiza em regiões cultivadoras de milho, que serve de matéria-prima para ração das aves. Cabe ainda citar a produção de mel e cera de abelha, e de casulos do bicho-da-seda.

Agricultura

          O agronegócio desempenha importante papel dentro da economia paranaense. O processo de industrialização da agricultura e a agroindustrialização nacional proporcionam ganhos consideráveis de produção e produtividade, e fazem com que o Paraná continue crescendo economicamente.
          O Paraná se configura como o segundo maior produtor de grãos do país e é responsável por 23,5% de toda a produção brasileira de grãos. O Estado é o maior produtor de milho, com 26,2% da produção, feijão, com 22,4% e trigo, com 53,1%, o segundo na produção de soja (o Estado detém 19,9% do que é produzido no país), e ainda abriga culturas de mandioca e cana-de-açúcar.
          O café, que perdeu seu espaço para a soja, ainda é produzido em pequena quantidade (5,2% da produção nacional) por produtores que utilizam a tecnologia do adensamento (técnica que reduz a quantidade de áreas vazias no solo), que facilita o trato da cultura, aumentando a produtividade por hectare de terra. O algodão, que também teve grande importância econômica, perdeu espaço para outras culturas, mas continua sendo cultivado por pequenos produtores. Há ainda culturas de amendoim, aveia, canola, centeio e cevada, que mesmo como coadjuvantes, participam muito da vida econômica do Paraná.

Agropecuária

          O espaço rural paranaense continua sendo marcado pela heterogeneidade estrutural e
pela desigualdade social. O desempenho produtivo dos segmentos agrícolas e pecuários e a
capacidade do setor em responder às demandas do mercado freqüentemente obscurecem a
permanência das desigualdades econômicas e sociais entre os agricultores e entre a população
rural de um modo geral. Esse desempenho produtivo e a importância econômica, para o Estado
e para o país, da produção agropecuária e agroindustrial paranaense fazem com que, para
muitos estudiosos, analistas e governantes, as questões do mundo rural sejam reduzidas às
questões agrícolas e às variáveis clássicas de preço, quantidades, financiamento e taxas de
juros, entre outras. Mas a pobreza que insiste em fazer parte do cenário rural do Paraná tem
causas estruturais, principalmente na estrutura de posse da terra, origem básica das
desigualdades. Ou seja, os problemas do mundo rural ultrapassam as questões agrícolas e se
inserem, principalmente, em questões agrárias.
         A sociedade rural é composta em sua maior parte por agricultores em regime de
economia familiar. O número de estabelecimentos e a área controlada pelos agricultores
familiares variam, conforme a fonte consultada.10 Para o Incra, a agricultura familiar detém
86,9% dos estabelecimentos rurais do Estado e 41% da área, enquanto que os
estabelecimentos controlados por empresários – a denominada agricultura patronal – detêm
12% dos estabelecimentos e 58,2% da área. Se adotarmos como critério de definição
apenas o tamanho dos estabelecimentos e considerarmos que os agricultores em regime de
economia familiar possuem até 50 hectares de área total, eles representariam 85,9% dos
estabelecimentos e 27,7% da área. Quanto ao Valor Bruto da Produção (VBP), os
agricultores familiares foram responsáveis, segundo o Incra, por 48% do valor total.